terça-feira, junho 27, 2006
FdP
Diz-que Kafka pediu prum amigo queimar seu escritos depois que morresse. Sempre me perguntei por que um cara tão esperto não o fazia ele mesmo. Concluo que não deixa de ser uma maneira interessante de morrer, até coerente com a obra do sujeito, afinal eu nunca vou saber o que ele quis com isso, o que tem por trás do processo. Comigo, a coisa é reversa, não quero morrer sem publicar, e decidi abrir meu diário, que periga de jazer encostado, queimando aos poucos pelo mesmo ar que me oxida, apesar da minha vontade. Entonces, heil, Big Brother, a partir daqui sou todo seu. Eu agora não passo de história. Não quero passar disso.
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